Este blogue foi realizado pela Ana Rita e pela Filipa do 8ºC com a ajuda do Prof. Francisco Ferreira na disciplina de Área de Projecto.
Quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
HIPOPÓTAMO

 

 

 

  Nome científico:Hippopotamus amphibius

Reino: Animalia

Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Hippopotamidae
Espécie: Hippopotamus
O nome
   Hipopótamo significa «cavalo do rio». Os primeiros europeus que viram hipopótamos decidiram baptizar assim a espécie, devido ao seu tamanho.
Distribuição 
   Esta espécie só pode ser encontrada em liberdade nos rios e pântanos do continente africano, principalmente nas zonas mais húmidas e meridionais. Vivem em grupos, que podem atingir os 50 animais.
Hábitos
  Este animal, aparentemente tranquilo quando se encontra dentro de água, onde se sente em total segurança, é uma verdadeira força da natureza quando sai dela. Tudo o que encontrar pelo caminho entre a água e a sua zona de pasto, será arrasado. Como não tem predadores naturais, o único perigo para os hipopótamos advém da sua própria espécie. São muito frequentes as pequenas quezílias entre estes animais, que podem ter consequências terríveis, já que se um dos envolvidos ferir o outro com os seus enormes dentes, que chegam a ter 22 cm, as feridas resultantes podem desenvolver infecções que, não raras vezes, serão mortais.
   Os hipopótamos têm hábitos nocturnos. Sendo exclusivamente herbívoros, de noite deixam a segurança do rio para irem pastar nas margens. Nesta altura, estão em alerta, e qualquer barulho precipitará todo o grupo de volta ao rio.
   Durante o dia, ficam dentro de água a dormir, para protegerem a pele do sol intenso. Fazem passeios sub-aquáticos que podem durar até cinco minutos, já que, quando submergem a cabeça, as suas cavidades nasais são fechadas, não deixando entrar água. As suas grandes patas são constituídas por quatro dedos unidos entre si por membranas, o que faz deles excelentes nadadores.
   Quando defecam, fazem-no abanando o rabo ao mesmo tempo. Este movimento faz com que as fezes fiquem espalhadas por vastos espaços, permitindo que marquem assim o território. Por outro lado, as suas fezes servem de fertilizante, gerando assim, na zona onde vivem, um continuo e rápido desenvolvimento de plantas necessárias à sua sobrevivência.
Gestação
   As fêmeas hipopótamo têm um tempo de gestação de cerca de 240 dias, findo o qual têm apenas uma cria, que é exclusivamente amamentada pela mãe durante algumas semanas. No seio do grupo, as crias ficam sempre no meio dos adultos, porque apesar da sua grande dimensão logo à nascença, são ainda vulneráveis aos grandes crocodilos, durante os primeiros meses. 


publicado por animaisdaselva às 08:44
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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009
COBRAS

 

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Subordem: Serpentes
 

 

As cobras estão mais profundamente relacionadas a lagartos varanóides, muito embora não haja uma identificação mais clara sobre qual seria o grupo de varanóide mais relacionado evolutivamente. Os grupos de lagartos varanóides mais provavelmente relacionados com serpentes são provavelmente os das famílias Lantanotidae e Mossassauridae.
Alimentação
Todas as cobras são carnívoras, comendo pequenos animais (incluindo lagartos e outras cobras), aves, ovos ou insectos. Algumas cobras têm uma picada venenosa para matar as suas presas antes de as comerem. Outras matam as suas presas por estrangulamento. As cobras não mastigam quando comem, elas possuem uma mandíbula flexível, cujas duas partes não estão rigidamente ligadas, esse feito se dá graças ao osso quadrado que funciona como uma peça de encaixe, que quando necessário ela desarticula sua mandibula dependendo do tamanho de sua presa(ao contrário da crença popular, elas não desarticulam as suas mandíbulas), assim como numerosas outras articulações do seu crânio, permitindo-lhes abrir a boca de forma a engolir toda a sua presa, mesmo que ela tenha um diâmetro maior que a própria cobra.
 As cobras ficam entorpecidas, depois de comerem, enquanto decorre o processo da digestão. A digestão é uma actividade intensa e, especialmente depois do consumo de grandes presas, a energia metabólica envolvida é tal que na Crotalus durissus, a cascavel mexicana, a sua temperatura corporal pode atingir 6 graus acima da temperatura ambiente. Por causa disto, se a cobra for perturbada, depois de recentemente alimentada, irá provavelmente vomitar a presa para tentar fugir da ameaça. No entanto, quando não perturbada, o seu processo digestivo é altamente eficiente, dissolvendo e absorvendo tudo excepto o pêlo e as garras, que são expelidos junto com o excesso de ácido úrico.                                                                                
Por norma, as serpentes não costumam atacar seres humanos, mas há exemplos de crianças pequenas que têm sido comidas por grandes jibóias. Apesar de existirem algumas espécies particularmente agressivas, a maioria não atacará seres humanos, a menos que sejam assustadas ou molestadas, preferindo evitar este contacto.                                                                                             
                                         Pele
A pele das cobras é coberta por escamas. A maioria das cobras usa escamas especializadas no ventre para se mover, agarrando-se às superfícies. As escamas do corpo podem ser lisas ou granulares. As suas pálpebras são escamas transparentes que estão sempre fechadas. Elas mudam a sua pele periodicamente. Ao contrário de outros répteis, isto é feito em apenas uma fase, como retirar uma meia. Pensa-se que a finalidade primordial desta é remover os parasitas externos. Esta renovação periódica tornou a serpente num símbolo de saúde, como por exemplo o símbolo da medicina: o bastão de Esculápio. Em serpentes "avançadas" (Caenophidian), as escamas da barriga e as fileiras largas de escamas dorsais correspondem às vértebras, permitindo que os cientistas contem as vértebras sem ser necessária a dissecação.
                                                         Sentidos
Apesar da visão não ser particularmente notória (geralmente sendo melhor na espécie arboreal e pior a espécie terrestre), não impede a detecção do movimento. Para além dos seus olhos, algumas serpentes (crotalíneos - ou cobras-covinhas - e pítons) têm receptores infravermelhos sensíveis em sulcos profundos entre a narina e o olho chamados de fossetas loreais que lhes permite sentir o calor emitido pelos corpos. Isto é extremamente útil em lugares com pouca luminosidade. Como as serpentes não têm orelhas externas, a audição consegue apenas detectar vibrações, mas este sentido está extremamente bem desenvolvido. Uma serpente cheira usando a sua língua bifurcada para captar partículas de odor no ar e enviá-las ao chamado órgão de Jacobson, situado na sua boca, para examiná-las. A bifurcação na língua dá à serpente algum sentido direccional do cheiro
                                                        Locomoção
Jararacuçu-do-brejo se locomovendo na areia da estrada (comprimento 2 metros). Jararacuçu-do-brejo, seqüência da locomoção.As cobras usam quatro métodos de locomoção que lhes permitem uma mobilidade substancial mesmo perante a sua condição de répteis sem pernas.
Todas as cobras têm a capacidade de ondulação lateral, em que o corpo é ondulado de lado e as áreas flexionadas propagam-se posteriormente, dando a forma de uma onda de seno propagando-se posteriormente.
Além disto, as cobras também são capazes do movimento de concertina, ou movimento de sanfona. Este método de movimentação pode ser usado para trepar árvores ou atravessar pequenos túneis. No caso das árvores, o tronco é agarrado pela parte posterior do corpo, ao passo que a parte anterior é estendida. A porção anterior agarra o tronco em seguida e a porção posterior é propelida para a frente. Este ciclo pode ocorrer em várias secções da cobra simultaneamente (este método originou a afirmação errônea de que as cobras "andam nas próprias costelas"; na verdade as costelas não movem para frente e para trás em nenhum dos 4 tipos de movimento). No caso de túneis, em vez de se agarrar, o corpo comprime-se contra as paredes do túnel criando a fricção necessária para a locomoção, mas o movimento é bastante semelhante ao anterior.
Outro método comum de locomoção é locomoção rectilínea, em que uma cobra se mantém recta e se propele como de uma mola se tratasse, usando os músculos da sua barriga. Este método é usado normalmente por cobras muito grandes e pesadas, como pítons e víboras.
No entanto, o mais complexo e interessante método de locomoção é o zig-zag, uma locomoção ondulatória usada para atravessar lama ou areia solta.
Nem todas as cobras são capazes de usar todos os métodos. A velocidade máxima conseguida pela maioria das cobras é de 13 km/h, mais lento que um ser humano adulto a correr, excepto a mamba-negra que pode atingir até 20 km/h.
Nem todas as cobras vivem em terra; cobras marítimas vivem em mares tropicais pouco profundos.
                                    Reprodução
As cobras usam um vasto número de modos de reprodução. Todas usam fertilização interna, conseguida por meio de hemipénis bifurcados, que são armazenados invertidamente na cauda do macho. A maior parte das cobras põe ovos e a maior parte destas abandona-os pouco depois de os pôr; no entanto, algumas espécies são ovovivíparas e retém os ovos dentro dos seus corpos até estes se encontrarem prestes a eclodir.
Recentemente, foi confirmado que várias espécies de cobras desenvolvem os seus descendentes completamente dentro de si, nutrindo-os através de uma placenta e um saco amniótico. A retenção de ovos e os partos ao vivo são normalmente, mas não exclusivamente, associados a climas frios, sendo que a retenção dos descendentes dentro da fêmea permite-lhe controlar as suas temperaturas com maior eficácia do que se estes se encontrassem no exterior.
 


publicado por animaisdaselva às 09:18
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COALA

 

  

Reino: Animalia
 Filo: Chordata
 Classe: Mammalia
 Infraclasse: Marsupialia
 Ordem: Diprotodontia
 Família: Phascolarctidae
 Género: Phascolarctos
Espécie: P. cinereus
 
Os coalas(Phascolarctos cinereus, família Phascolarctidae) são mamíferos marsupiais de pêlo cinza e branco que vivem no Sudeste e Nordeste da Austrália.
Os coalas vivem em média 14 anos. Vivem em eucaliptos de onde tiram seu alimento. Passam em média 14 horas por dia dormindo e descansando, e o restante em busca de alimento. Sua bolsa marsupial situa-se nas costas. O filhote fica lá até crescer, continuando agarrado às costas da mãe até tornar-se adulto.
Estes marsupiais encontram-se em vias de extinção desde o início da colonização inglesa da Austrália, quando surgiu o hábito de matá-los para usar sua pele. Hoje, a caça não é o maior risco mas sim as queimadas nas florestas, que matam muitos animais, e a eliminação das árvores onde vivem, tanto por queimadas quanto por lenhadores. Ao perder a sua casa e alimento, o coala se muda e pode chegar a povoamentos ou cidades, onde morre por atropelamento ou é caçado por cães.
 
Características
   O coala tem a cabeça grande, o focinho curto e os olhos bem separados. O nariz é grosso e achatado, e está munido de grandes narinas em forma de V, com as fossas nasais muito desenvolvidas, que mexem no seu equilíbrio térmico.
    Tanto os membros anteriores como os posteriores possuem cinco dedos. O polegar das patas posteriores é bastante pequeno, não sendo dotado de garras. Os outros dedos são fortes e terminam em garras alongadas. Nas patas posteriores, apenas o polegar é oposto aos outros dedos. 
   A pelagem é densa e sedosa, desempenha papel importante na regulação térmica e na proteção dos agentes atmosféricos. Como o coala não constrói um abrigo, dorme exposto ao sol e a chuva. A pelagem do dorso é muito densa e de uma coloração escura que absorve o calor. Torna-se mais escassa durante o verão e mais comprida durante o inverno.
 
  Habitat Natural
 
     Os coalas e a maioria dos marsupiais só são encontrados na Austrália. Sua abundância na Austrália deve-se à separação entre aquele continente e outras massas terrestres antes que os mamíferos placentários pudessem se estabelecer ali. O coala acabou por ser vítima da caça e da destruição do seu habitat florestal. Antes da chegada do homem branco, em finais do século XVII, este marsupial ocupava uma superfície três vezes mais vasta do que a atual. Este animal foi recentemente introduzido ou reintroduzido em algumas ilhas perto da costa, bem como no interior do país. Estas novas populações foram o fruto de estudos científicos que deram valiosa contribuição para o conhecimento dos comportamentos da espécie.
 

 



publicado por animaisdaselva às 09:13
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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009
LEÃO

 

 

 Nome científico: Panthera leo

Classe: Mammalia

Subclasse: Theria

Ordem: Carnívora

Família: Felidae

Sub-família: Feloidea

Distribuição: África e Ásia

Habitat: Savanas e regiões semidesérticas

Hábitos: Crepusculares

Nome comum: leão (macho) leoa (fêmea)

 Curiosidades:
Quando nascem, medem cerca de 33 centímetros, pesam 2 kg e apresentam manchas pardas que somem conforme crescem. A partir de 2 anos Os machos desenvolvem uma juba de que vai do amarelo claro ao preto.
Seu comprimento na fase adulta vai de 1,80m a 2,40m, pesando em torno de 170kg a 190kg.
Atinge a maturidade reprodutiva entre 3 e 4 anos e a reprodução ocorre durante o ano inteiro. A gestação pode durar até 95 dias, nascendo de 2 a 4 filhotes. Alimentam-se principalmente de zebras, veados, antílopes e girafas. Em média, uma fêmea precisa de 5 kg de carne por dia e um macho de 7 kg. Porém, na natureza, a caça tem um ritmo irregular e pode acontecer deles ficarem sem comer durante dois ou três dias. Quando a caça é farta, podem ingerir 20-30 kg de carne de uma só vez. Vivem, em média, 15 anos.


publicado por animaisdaselva às 09:54
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LEOPARDO

 

Nome científico: Panthera Pardus

Classe: Mammalia

Ordem: Carnívora

Família: Felidae

Distribuição: É encontrado na África, na Ásia e em algumas partes da Europa.

Habitat: Variados ecossistemas, da selva tropical às savanas, estepes e montanhas.

Hábitos: Caça sobretudo à noite.

Nome comum: Leopardo

Características: O Leopardo distingui-se pela cor suave do pelo dourado salpicado por manchas negras, olhos claros transparentes em formas esbeltas. Está entre os mais belos animais selvagens. Mede até dois metros de comprimento e pesa cerca de 90kg. Apresenta pescoço longo, patas curtas e cauda longa.

 

Curiosidades:

  • Alguns leopardos são completamente escuros e são chamados "panteras negras".
  • A época do acasalamento em Fevereiro e vai até Março, num período de gestação de 90 dias e ninhada de 3 a 5 filhotes.

  



publicado por animaisdaselva às 09:22
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